Plantinga Is No Longer Responsible for SEP's "Religion and Science"

I have just discovered that Alvin Plantinga's entry on the Stanford Encyclopedia of Philosophy, Religion and Science, has been replaced by a new official version, by a different author:


I haven't read the new version, yet, but the old one has a very interesting argument proposed by Plantinga (and a few others) against naturalism/Darwinism. The argument basically says that if naturalism and Darwinism are true, then epistemological realism is false and knowledge/science is nothing more than an adaptive trait. He makes a more detailed exposition of this in his book, Where the Conflict Really Lies: Science, Religion, and Naturalism.

Curiously, even though he is a naturalist, Thomas Nagel thinks the argument is sound, so, for being committed to a realist worldview, he rejects Darwinism in his now infamous Mind & Cosmos: Why the Materialist Neo-Darwinian Conception of Nature is Almost Certainly False.

Whether or not one agrees with these authors, the argument is very powerful and philosophically fruitful, so I hope it's still fairly portrayed in the new version. The old version is still up, so here is Plantinga's entry brief exposition of the argument.

Anyway, besides the fact that Plantinga is no longer in control of the the Religion and Science entry, what seems really strange to me is to see such an impolite and en passant editor's note mentioning this shift:

[Editor's Note: The following new entry by Helen De Cruz replaces the former entry on this topic by the previous author.]

Maybe my English is just too lame, but the sentence doesn't even sound that well to me. I'm not trying to accuse anyone without having any further information, but that really caught my eye and is puzzling me. I hope I can find more information about this.
 

Should We Punch PewDiePie?




A influência do pensamento regressista (pós-moderno, justiceiro social) está cada vez maior: The Wall Street Journal, The New York Times, The Huffington Post, Gizmodo, Variety, etc., mentem descaradamente sobre personalidades "menores" como o PewDiePie, chamando ele de nazista (sic) sem que isso tenha o menor cabimento. Por sua vez, por fazer parte da sua ideologia e agenda pessoal, as pessoas fazem vista grossa para o que está acontecendo, pois querem apenas se regojizar com a queda de seus inimigos.

Pra priorar, intermediários que deveriam ser neutros, como o Facebook, o Twitter e o YouTube, tentam de maneira dissimulada controlar e censurar o fluxo de informações.

Curiosamente o vídeo da defesa do PewDiePie abaixo tem quase o dobro de likes/dislikes do que de visualizações(?!), o que "acidentalmente" o impede de alcançar o topo dos vídeos mais visualizados, ser mais recomendado e ter seu socialmente legitimado nível de influência.

794.747 reações (788.111 likes +  6.636 dislikes)
466.959 visualizações 
= 327.778 reações a mais do que visualizações

* * *

"Punch a nazi"? Se ser nazista é razão para tratar alguém de forma excepcional e violenta e a acusação é vaga demais para filtrar os maus usos da expressão, o que na verdade se defende é um poder de censura contra quem não se gosta. Não só é burrice como é maquiavélico e hediondo.

As pessoas sempre foram burras, mas com os últimos acontecimentos estão regredindo e embrutecendo. Há uma ideologia dando vazão à sua burrice, que sanciona reações erradas por conta dos impulsos emotivos que as causaram, que sanciona critérios de avaliação de acordo com regras segregacionistas de tribalismo. Depois de todo custo que tivemos para obter este estado civilizacional, alguns idiotas defendem o nosso lado de animais sociais, de primatas, em vez de seres com alguma capacidade de raciocinar objetivamente, transcender seus impulsos e reagir olhando para o futuro, para o progresso, evitando olhar para o passado e dar vazão ao ressentimento cheio de ódio.

Não costumo xingar as pessoas quando discuto com elas, mas não se trata mais de discutir -- por isso há tanto deboche reagindo à tudo isso --, pois essas pessoas se cobriram de um manto de primitivismo auto-sancionado que barra qualquer tentativa de diálogo. Elas bloqueiam e denegam o que conseguem, o que elas não conseguem elas apelam para a violência psicológica ou física, individual ou coletiva. Portanto, não se trata mais de discutir, mas de se defender, a única razão legítima que alguém tem para ser violento -- uma reação que ainda assim é ponderada, auto-controlada e sopesada visando o melhor para o futuro, e não uma reação irrefletida e impulsiva que celebra o ódio e o ressentimento à despeito do que é melhor e mais civilizado.

The Real Gary Yourofsky

Parece que a página do Gary Yourosfsky, The Real Gary Yourofsky, não apenas deletou meu comentário criticando uma de suas publicações como me bloqueou. Agora não posso fazer novos comentários, curtir a página ou reagir a qualquer publicação. A publicação em questão é esta aqui.

Quem segue o Yourofsky sabe que ele vive fazendo esses comentários e publicações comemorando os infortúnios nada levianos que algumas pessoas especistas e exploradoras de animais sofrem (i.e., "instant karma", "karma instantâneo"), tudo justificado por uma intuição e mundivisão bárbara da Lei do Talião, o velho retributivismo do "olho por olho, dente por dente", "estupro para estupradores", "morte para assassinos" e outras idéias incivilizadas. Pra contextualizar, na publicação em questão ele comemora e compartilha um vídeo explícito de uma pessoa tendo sua cabeça esmagada pela pata de um touro num evento de rodeio.

Eu gosto muito de uma palestra famosa do Yourofsky defendendo o veganismo, considero uma das melhores palestras sobre o assunto que eu já assisti. Inclusive há anos planejo fazer um vídeo-resposta às críticas de um youtuber chamado Pirulla a tal vídeo -- críticas que nunca foram contra-argumentadas à contento e que contribuem até hoje para a palestra do Yourofsky ser desacreditada entre os brasileiros, mesmo entre os veg(etari)anos. Enfim, sempre fiquei incomodado com esta postura e outras similares do Yourofsky, mas hoje, num ímpeto, decidi fazer uma crítica sensata, que ao mesmo tempo que o elogiava como palestrante o criticava por essa postura imoral, prejudicial tanto à reputação dele como a do veg(etari)anismo como um todo. Não deu nem um minuto e meu comentário foi apagado. Na hora fiquei em dúvida se por algum motivo técnico meu comentário não tinha ido, pois tudo foi muito rápido, então resolvi refazer meu comentário. Fiquei chocado em saber que não podia mais comentar e nem reagir à publicação. Como disse, fui bloqueado, não posso nem ao menos curtir a página, o que me impede de me manifestar e de receber as publicações da página no meu feed de notícias.

A história fica ainda pior, pois percebi que todos os comentários da publicação são favoráveis à postura do Gary! Isto é surpreendente: no geral membros do veg(etari)anismo não apoiam tal postura, tanto por possuírem uma natureza mais pacífica e conciliatória como por muitos manterem um resquício de especismo que os impossibilita de colocar as injustiças causadas aos animais no mesmo patamar das causadas aos seres humanos, ou seja, ainda que possuam uma postura retributivista similar com relação às injustiças entre humanos, não considerarão as injustiças aos animais com gravidade equivalente para que possam legitimar tal grau de retribuição. Isso significa que se há comentários criticando a postura do Gary -- o que é muito provável --, todos estão sendo censurados!

Essa postura abominável de intolerância intelectual -- de "é óbvio que estamos certos, abrir espaço para dissidências e críticas é imoral" -- é cada vez mais comum dentro de movimentos progressistas. A liberdade de expressão, o pensamento livre, a tolerância às divergências de opiniões e a abertura ao confronto de idéias são características básicas de qualquer sociedade realmente democrática, livre e civilizada. Isso é um ataque direto ao verdadeiro progresso e que trai descaradamente os princípios de "liberdade, igualdade e fraternidade" de qualquer movimento que se diga democrático e liberal. Pra completar, a postura da página do Yourofsky mancha o movimento veg(etari)ano como um todo! O estereótipo do veg(etari)ano inflexível e extremista é reforçado não só pela postura do próprio Yourofsky na publicação, como pela falsa impressão que esta censura passa de que esta postura é unânime dentro do movimento, uma vez que não há um comentário sequer criticando.

Apesar de tudo, a palestra do Yourofsky não deixa de ser muito boa e continuarei recomendando ela pra todo mundo interessado no assunto, não deve-se confundir as coisas. Entretanto, assim como um erro não desfaz um acerto, jamais vou corroborar tais imposturas intelectuais, vindas de quem quer que seja, quer tal pessoa esteja do "lado certo", seja bem intencionada, faça parte de um movimento que apóio ou que tenha outras qualidades dignas de nota.


Palestra do Gary Yourofsky
https://www.youtube.com/watch?v=es6U00LMmC4

Palestra do Gary Yourofsky -- Perguntas & Respostas
https://www.youtube.com/watch?v=WIkC4OJEx3c

Vídeos-resposta do Pirulla
#1: https://www.youtube.com/watch?v=4wboI-ewLrY
#2: https://www.youtube.com/watch?v=SOhXPRhHEWY

Extinguir e/ou Reprogramar Predadores: Uma Questão Utópica ou um Problema Filosófico? [rascunho]

por Danielli M. Arpino

Se devemos, ou não, extinguir e/ou reprogramar predadores para evitar o sofrimento dos animais predados, é uma questão moral e de Ética Prática, logo, um problema filosófico a ser discutido. Mas de que maneira isso se torna um problema filosófico propriamente dito?

Segundo o filósofo britânico David Pearce, em seu artigo Reprogramar Predadores (2009), uma biosfera sem sofrimento é tecnicamente viável. Em O Projeto Abolicionista (2007) o filósofo defende a abolição do sofrimento em todo mundo vivo e a inadiável urgência moral do projeto abolicionista, sejamos ou não adeptos de um utilitarismo ético de qualquer tipo. Dessa forma, a discussão sobre reprogramação e/ou extinção de predadores se insere nesse quadro de defesa da abolição do sofrimento; embora, cabe salientar, não seja necessário que estejamos comprometidos com esse projeto tão ambicioso para defendermos a reprogramação e/ou extinção de predadores.

A preservação de espécies é um tema amplamente divulgado e apoiado em diversas esferas sociais. Uma das motivações mais citadas para esse tipo de ação é a ameaça da humanidade frente à sobrevivência das espécies. Segundo um estudo recente (Revista Science, 2014) as espécies estão se extinguindo pelo menos 1.000 vezes mais rápido do que o fariam sem a influência humana. Os esforços humanos para preservar espécies em extinção geraram, inclusive, uma subdisciplina científica, a Biologia da Conservação, que considera a extinção de qualquer espécie um desastre para a natureza.

No entanto, o filósofo David Pearce se opõe a essa noção axiomática de preservação irrestrita de todas as espécies, levantando algumas questões importantes para essa discussão, como, "Qual deveria ser o destino último de espécies icônicas como os grandes carnívoros?":



Na sua maioria as cerca de 50.000 espécies vertebradas do planeta são vegetarianas. Mas entre a minoria de espécies carnívoras encontram-se algumas das mais bem conhecidas criaturas do planeta. Dever-se-ia permitir que estes assassinos em série continuem a predar indefinitivamente outros seres sencientes? [PEARCE, David. 2009]

Fica claro que, a questão que o autor traz a discussão é a de que, uma vez que devemos estender nosso círculo de considerações morais aos animais sencientes — vide Peter Singer, Tom Regan e outros filósofos que trataram da questão animal na Ética — deveríamos também estender nossas considerações morais e preocupações com o bem-estar dos animais selvagens. Sendo assim, o autor propõe a reprogramação de predadores e/ou a extinção desses para evitar o sofrimento dos animais que diariamente são mortos de forma cruel na natureza selvagem.

Certamente, é inquestionável, que não temos, ainda, nenhum vislumbre de tecnologias próximas capazes de ter a acurácia necessária para levar a cabo um projeto tão delicado e complexo como esse. No entanto, segundo Raymond Kurzweil, célebre cientista e pesquisador futurista, autor do livro The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology (2006), uma vez que a tecnologia progride de forma exponencial, estamos próximos a um salto qualitativo de avanço tecnológico extremamente robusto que gerará inteligências artificiais que ultrapassam as capacidade de inteligência humana — evento comumente chamado de “singularidade” — o que poderia nos dar condições de realizar esse projeto de intervenção na natureza, a partir de cálculos precisos feitos por super computadores, de forma segura.

Contudo, ainda que não aceitemos essas previsões futuristas, é inegável que, se de fato algum dia tivermos tecnologias boas e seguras o suficiente para reprogramar e/ou extinguir predadores de forma que possamos gerir a economia da natureza sem causarmos nenhum desastre natural, a questão continua posta: temos o dever moral de fazê-lo? Se não, por quê?

Não raro, a filosofia antecipa discussões importantes para compreendermos o mundo e pensarmos o futuro da humanidade. A exclusão dos animais selvagens do nosso círculo de considerações morais é injustificável, porém se dá pela naturalização do sofrimento desses animais - ou o apelo a natureza -, a falta de tecnologia para intervir de forma segura na rede complexa de sistemas da natureza e, até mesmo, pela ineditez de tal ideia. Contudo, amanhã o cenário tecnológico pode ser favorável a essas intervenções, sendo assim, o problema filosófico em questão é de ordem moral e gera uma implicação de ação prática:

Se um dia pudermos intervir para evitar o sofrimento desses animais, quais são as justificativas que temos para não intervir se não o preconceito a favor do status quo?


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Trabalho de aula cujo o objetivo era apresentar um problema filosófico, em no máximo mil palavras, para a disciplina de Introdução à Filosofia do curso de Filosofia da UFRGS


Sobre o Suicídio

Fifty years ago, in the early hours of Sunday 2 July, 1961, Ernest Hemingway, awoke in his house in the Sawtooth Mountains of Idaho, rose from his bed, taking care not to wake his wife Mary, unlocked the door of the storage room where he kept his firearms, and selected a double-barrelled shotgun with which he liked to shoot pigeons. He took it to the front of the house and, in the foyer, put the twin barrels against his forehead, reached down, pushed his thumb against the trigger and blew his brains out.
Curioso que ele teve a "delicadeza" de não acordar a esposa antes da longa partida. Só gostaria de saber quem ele acha que ia limpar a bagunça na varanda.

Eu já pensei na logística e tenho um plano melhor: mandaria mensagens informando algumas pessoas da minha decisão, motivos e método, pegaria um pequeno barco, provavelmente uma canoa, um objeto pesado, tipo uma rocha, e um pedaço de acorda para amarrá-la no meu corpo, então rumaria para o meio do Guaíba ou qualquer área mais profunda de outro rio, lago, lagoa ou mar. Chegando lá, faria um buraco na canoa para ela afundar aos poucos e atiraria na minha cabeça na beirada da canoa com o peso amarrado ao meu corpo do lado de fora. Pronto! Assim, quando morresse, seria puxado para o fundo do rio e não sobrariam vestígios.

Morte indolor, por inconsciência instantânea, e sem garantias de volta, já que se não morresse com o tiro na cabeça, morreria afogado. Além de não deixar nenhuma sujeira traumática para alguém ter que limpar, o aviso explicando os detalhes faria com que ninguém se preocupasse com o meu paradeiro. Minha única dúvida é que talvez no lugar de uma arma uma suicide bag seria um melhor alternativa.

Apenas discutindo detalhes de um suicídio bem executado, pois acho o assunto interessante. Todavia o assunto também é válido para explicar o porquê eu dificilmente faria isso — e, logo, porquê acho que outras pessoas também não deveriam fazê-lo: (1) porque uso smart drugs que não me permitem sentir depressão; (2) porque não me sinto entediado e tenho muitos interesses na vida; (3) ainda que quisesse não me permitiria pois acredito que tenho o potencial de tornar o mundo um lugar melhor, então acredito que seria imoral desperdiçá-lo; e (4) a melhor coisa é garantir a incapacidade de qualquer outro ser senciente sofrer, pois a possibilidade do renascimento é bem real, então talvez ficasse preso num eterno looping de renascer e sofrer (Samsara/Eterno Retorno).



Pai Nosso

Bentham nosso, que estais no zero absoluto,
Popularizado seja o vosso nome
Venha a nós o bem-estar supremo,
Seja feito o vosso ideal,
Assim entre os humanos como entre os animais 
A utilidade nossa de cada dia nos dai hoje
Perdoai-nos os nossos maus cálculos felicíficos,
Assim como nós perdoamos a má-fé alheia
E não nos deixeis cair em tribalismo,
Mas livrai-nos do mau senso comum 
Amém!